Bolachas de amêndoa e cacau



Como não existe semana santa cá em casa sem um pequeno pecado, aqui vos deixo o deste ano. Digamos que não é grande pecado, são apenas umas bolachinhas para adoçar um pouco mais o vosso fim de semana prolongado.

Resta desejar-vos uma boa Páscoa (para quem a celebra) para os outros, só gostaria de alertar para terem muito cuidado. Porque há por aí certas amêndoas/ovos de chocolate/outras coisas mais, que são um verdadeiro demónio e só existem para dar cabo de qualquer dieta milagrosa :)

Sejam felizes com ou sem pecados!

Ingredientes: (amêndoa)
50 g de açúcar Dia
60 g manteiga dos Açores Dia
120 g de farinha sem fermento Dia
1 colher de chá de fermento Dia
1 colher de chá de extracto de baunilha caseira
1 colher de sopa de miolo de amêndoa Dia
1 gema de ovo Dia

Ingredientes: (cacau)
50 g de açúcar Dia
60 g manteiga dos Açores Dia
120 g de farinha sem fermento Dia
1 colher de chá de fermento Dia
1 colher de chá de extracto de baunilha caseira
2 colheres de sopa cacau em pó
1 gema de ovo Dia



Junte a farinha e o fermento com a manteiga amolecida e amasse com as mãos. Adicione o açúcar, a gema e a baunilha, continue a amassar até obter uma massa de consistência homogénea e que se desprenda dos dedos. Por fim, envolva o miolo de amêndoa/cacau em pó.

Polvilhe uma bancada com farinha e, sobre ela, coloque a massa. Estenda a massa com a espessura de cerca de meio centímetro e corte-a com cortantes a gosto.



Forre o tabuleiro de forno com papel vegetal e pincele-o com manteiga. Coloque as bolachas e leve ao forno 15 minutos a 180º. Retire-as do forno, deixe arrefecer e coloque num frasco próprio.

Gostaria por fim, de agradecer ao Minipreço por me patrocinar todos os ingredientes desta receita com os seus produtos da marca Dia e a estas duas meninas (uma & duas) pelas palhinhas e saco a condizer bem giro, obrigada. O único trabalho que tive desta vez, foi mesmo só fazer as bolachas e comer, claro :)

Limonada de papaia e lemongrass

Nunca me dei muito bem com batidos ou sumos naturais com demasiada fruta, daqueles que quando os bebemos parece que comemos um bife. Acho que o meu estômago não aguenta por isso, dificilmente este blog irá aderir à moda dos sumos detox (desculpem sou pouco de modas). 

No entanto, gosto de sumos naturais mais leves limonadas por exemplo, granizados (sou louca), ou smoothies com uma ou duas frutas no máximo. Esta limonada foi um destes casos, ficou muito leve e fresca que quase se bebe tão naturalmente como a água, acreditem. 


Adoro usar lemongrass em comida asiática como podem ver aqui, tem um aroma fantástico que permanece nas nossas mãos muito tempo depois de o cortar, quase como um perfume. Por isso é que é tão bom para usar em caldos, bolos, sobremesas e neste caso num sumo bem fresco.

Minutos antes de me ter encontrado com esta menina, que me veio "abraçar" a Lisboa há umas semanas atrás, ainda tive tempo de "roubar" um talo do molhinho que lhe dei. Meti-o na minha marmita sem ela dar conta e saiu esta receita uns dias depois :) como ela disse e muito bem neste post a amizade não tem preço - cheira antes a lemongrass (esta ultima frase disse eu :)

Aproveitem e festejem os raios de sol com uma limonada como esta com os vossos amigos.

Ingredientes (1litro)
1/2 talo de lemongrass (fresca)
150 gr de papaia (pesei ainda congelada)
1/2 limão
1 litro de água fresca
2 colheres de sopa de Golden syrup (ou mel)
gelo q.b.

Coloque no copo da liquificadora ou robot de cozinha metade do talo do lemongrass, a papaia (coloquei ainda congelada) tenho por hábito congelar fruta, para usar nestas limonadas e sumos durante o ano. Junto da papaia adicione o limão (casca e sementes tb) dê uns 6 toques no botão do turbo e de seguida uns 10 segundos na velocidade máxima.




Adicione a água fresca, deixe 1 minuto na velocidade média. Coe o sumo para que filtre muito bem o lemongrass (que ficou em pequenas farripas) e os restantes ingredientes. De seguida adicione o golden syrup a gosto, eu usei duas colheres de sopa e ficou óptimo, mas tem um pouco a ver com o doce da fruta que usem.

Se não gostar de papaia, pode substituir por outra fruta qualquer, porque o sabor do lemongrass não vai desaparecer de qualquer maneira, nesta versão anteriormente, usei framboesas, mas morangos também fica uma maravilha.

Pique um pouco de gelo e sirvam bem fresca, nos cá por casa adorámos!





E com isto tenho de voltar ao Martim Moniz, comprar mais lemongrass para fazer este bolo, tudo culpa tua, Naida Folgado!


Risotto de beterraba e queijo Coulommiers




Chove lá fora? Então voltamos às fotos escuras e ao risotto que conforta o coração. Este risotto foi mais uma descoberta para mim, eu que há dois anos não gostava de beterraba (porque só tinha provado aquela de vácuo, que continuo a odiar) Neste caso, o adocicado da beterraba contrasta na perfeição com o travo forte que este queijo tem, para quem gosta de sabores agridoce este risotto é obrigatório. Fica com uma cor bastante bonita apesar de muito diferente das receitas que tenho colocado nas ultimas semanas. É engraçado fazer scroll ao blog e ver que as cores das receitas tanto se assemelham à meteorologia das ultimas semanas.

Espero para a semana trazer uma cor mais alegre, boa semana a todos. 

Ingredientes caldo:
1 beterraba
5 grãos de pimenta rosa
1 tangerina
sal, mostarda em grão

Ingredientes risotto:
1 cebola pequena
1 dente de alho
azeite q.b.
200g de arroz para risotto
80 ml de licor de Cassis (ou outro licor adocicado a gosto)
150g de queijo Coulommiers

Comece por fazer o caldo. Numa panela, coloque a beterraba descascada, com os grãos de pimenta, uma pitada de sal, os grãos de mostarda e a tangerina cortada em fatias finas. Leve ao lume até a beterraba ficar cozida e reserve.



Retire a beterraba e pique numa picadora 123 ou robot de cozinha até esta ficar em néctar, caso necessite adicione 2 a 3 colheres de sopa de água para picar melhor.


Numa panela, coloque um fio de azeite, o alho picado e deixe alourar. Adicione metade do preparado da beterraba, a cebola e mais um fio de azeite, se necessário. Sem deixar de mexer, junte o arroz. Salteie um minuto e adicione o licor de Cassis, deixando evaporar o álcool. 


Deite uma concha de caldo e mexa mais um pouco. Deixe evaporar a água e junte outra concha de caldo, assim sucessivamente até o arroz estar cozido e bastante cremoso. A meio, adicione o resto da beterraba picada, sem parar de mexer. 

Para que fique ainda mais cremoso, no fim adicione um pouco do queijo e deixe derreter, sem deixar de mexer, verifique o sal e sirva de imediato, com mais um pouco de queijo em cada prato.





Caso não queira usar o queijo Coulommiers, pode usar Brie ou Camembert, mas tem que ser um queijo com um sabor forte para cortar um pouco o adocicado da beterraba e a tangerina que combinam na perfeição. 

Gelatina de chá de Jasmim e mel de castanheiro



Sophie Dahl, lembram-se desta senhora? Eu adorava o programa que dava na sic mulher, lembro-me de na altura ter visto uns dois episódios e ir a correr à procura de mostarda Inglesa em pó, desde então, nunca mais deixei de a usar, tudo graças a esta senhora que delicadamente a sabia usar tão bem nas suas receitas. Ultimamente, não se sabe grande coisa da Sophie, encontrei este site que faz em parceria com outras pessoas, mas pouco mais.

A receita que trago hoje é do primeiro livro, que adoro. Chegou a lançar um outro, que não foi traduzido para Português, mas é igualmente bonito. Sophia, se me estiveres a ouvir, volta que eu já tenho saudades.



Saudades tantas, que assim que a Lusa Mater me presenteou com este mel biológico de castanheiro, pensei logo em fazer algo doce, mas que ao mesmo tempo ficasse leve e fresco. Foi então, que me lembrei desta receita que estava marcada no livro da Sophie, já algum tempo.

Espero que gostem e se quiserem comprar este mel, passem pelo site da Lusa Mater, façam o registo e voilá, vão encontrar este mel e muito mais.


Falando agora um pouco sobre este chá, comprei-o numa loja asiática no Martim Moniz (para variar), mas acho que facilmente o conseguem encontrar em lojas de chás gourmet. Reza a história que existem diferentes flores e que cada uma é mais bonita que a outra.



Digam lá que não é um encanto ficar a olhar para a transformação da flor dentro da água a ferver!

Ingredientes: 4 pessoas
1 saquinho de gelatina sem sabor (70g)
125ml de chá de jasmim quente
2 colheres/saquetas de chá de jasmim (eu usei 1 bolinha)
500l de chá de jamim frio
2 colheres de sopa de Mel biológico de castanheiro

Comece por fazer infusão do chá. Como viram na imagem usei o chá flor de jasmim, é um chá que dá um enorme prazer ficar a olhar enquanto a flor desabrocha dentro da água quente. Mas podem usar um outro chá ao vosso gosto, convém é que fique um chá forte.


Aos 125ml de chá quente junte a saqueta da gelatina neutra e mexa muito bem, até esta ficar totalmente diluída e de seguida adicione o mel. Eu usei apenas 2 colheres de sopa, ficou uma gelatina bastante suave, mas quem for mais guloso pode adicionar um pouco mais. Junte os restantes 500ml do chá, mexa um pouco mais, deite tudo numa forma/s e leve ao frigorífico pelo menos durante 2 horas.


Salada de quinoa e salmão

Na continuação do post anterior e ainda em fase de celebração aos raios de sol que parece (e ainda bem) que vieram para ficar. Hoje, trago uma salada com sabores a verão. Com cheiro de peixe grelhado, cores vibrantes e um vinagrete bem ácido, como eu adoro.


Para quem me segue pelo instagram @marmitablog, há umas semanas atrás viu o quanto eu fiquei contente em encontrar cenouras com rama à venda. Esta semana aconteceu o mesmo e como tive mais tempo, fotografei e comi a rama como se de uma erva aromática se tratasse, é bom acreditem! obrigada pela dica Joana Limão :) Por isso, pessoas com a sorte de ter uma horta em casa, façam o mesmo que não se vão arrepender.



Ingredientes: 4 pessoas

Salmão:
2 postas de salmão fresco
1/2 dente de alho
1 colher de chá de azeite
5 ramilhos de coentros
sal q.b.
mostarda de moer q.b.

Num almofariz colocar o dente de alho, os coentros, o azeite e moer tudo muito bem até ficar uma pasta bem verde, esfregar no salmão em ambos os lados, temperar com sal e mostarda em grão de moer e levar ao forno e assar durante 20/30 minutos na grelha do forno a 180ºC. Retirar o salmão, retirar a crosca e voltar a colocar mais 10 min para ficar mais crocante.

Salada:
125g de quinoa branca
2 cenouras com rama
1 nabo pequeno
1 couve chinesa
5 folhas de couve lombarda
2 cogumelos brancos (restos do jantar)
sal, pimenta de moer, mostarda de moer, q.b.
1/2 toranja

Vinagrete:
Sumo de meia toranja
2 colheres de chá de agave/mel
1/2 limão
2 colheres de sopa de azeite


Cozer a quinoa, tem truque, sim senhora vejam aqui, como fazer na perfeição.

Coza uns minutos em água a ferver a couve lombarda e a chinesa (apenas uns minutos mesmo) para puderem sentir na mesma o crocante das couves na salada.


Ralar as cenouras cruas com ajuda do descascador de batatas, partir as couves grosseiramente, partir a toranja em fatias, cortar o nabo cru (tipo juliana). Adicionar o salmão em lascas, retirando muito bem as espinhas. Picar muito bem a rama das cenouras e salpicar por cima, juntamente com a pele do salmão previamente retirada do forno ainda muito crocante, e também os cogumelos mesmo frios (como sobraram do jantar) não os ia desperdiçar.


Regar com o vinagrete, para este basta juntar todos os ingredientes numa tigela e envolver muito bem com uma vara de arames.


Dip de abacate e rabanetes


Parece que o sol apareceu por Lisboa, se vai durar não sei, mas desde que se mantenha por uns dias já será muito bom. É impressionante a diferença de humor que um bom dia de sol faz ao ser humano, basta aparecer um dia como o de hoje para as pessoas andarem logo mais alegres. Eu sou a primeira a sentir isso mas com uma pequena diferença, a felicidade duplica quando penso que está para breve aberta a época dos granizados que eu tanto adoro, dos gelados, das sopas frescas, das roupas de verão e em segundos sou tele transportada para a minha Sevilla que se aqui está calor, lá deve estar um forno e nos petiscos. Hmmm e como eu adoro petiscar e este foi um petisco que fiz há dias, acompanhar um almoço de domingo, espero que inspire todos vocês e que os dias de sol venham com muita dura para começarmos nos petiscos e nas refeições de cores bonitas aqui no blog.


Ingredientes: (2 pessoas)
4 rabanetes sem rama
2 abacates maduros
1/2 sumo de uma lima
1/2 alho esmagado
1 colher de chá de azeite
sal, pimenta em grão, mostarda em grão q.b.
1 pitada de paprika doce
microvegetais Life in a bag (Mizuna vermelha+Beterraba)
3 fatias de pão Naan (receita Chilli com todos)

Comece por colocar os rabanetes numa picadora e picar grosseiramente e reserve. Abra os abacates com cuidado, retire a casca, o caroço (com ajuda de um garfo) esmage tudo muito bem e adicionar os rabanetes picados. Esprema o sumo da lima para que o abacate não oxide, esmagar o alho com ajuda de um esmagador para que fique mesmo uma pasta e adicionar ao abacate. 


Junte o azeite, o sal, a mostarda e a pimenta. Mexa tudo muito bem, adicione a paprika e os microvegetais acabadinhos de apanhar.


Servi com pão Naan que adoro. Segui muito bem a receita do Chilli e na altura que fiz acabei por congelar algumas fatias que não consumi. Para este dip, descongelei 3 fatias, pincelei com um bom azeite e leve uns minutos ao grelhador. 


Aproveitem o sol, como se fosse chover amanhã :)

Soufflé de Sapateira

Esta semana trago uma receita que me foi lançada pelo Pingo doce, o desafio começava por confeccionar uma receita já publicada na revista Sabe bem de Janeiro/Fevereiro deste ano. Revista esta que só se encontrar à venda nas lojas Pingo Doce, é uma revista Bimestral, repleta de receitas fantásticas e com produtos que podem encontrar na mesma loja.



A receita escolhida foi um soufflé com sabor a mar. Como já repararam, pelas receitas que vou publicando, adoro marisco. Tenho a sorte de viver numa zona do país, em que o marisco é fantástico e por vezes, até consigo comprar directamente ao pescador. A frescura é sem dúvida o mais importante de um bom marisco.

Adorei a receita e senti que era óptima para esta altura do ano, em que tanto chove como aparece um sol fantástico (de pouca dura), mas aparece. Foi o que senti ao provar este soufflé, ainda quentinho mas que contrastava com o sabor a verão da sapateira.



Outro ingrediente desta receita que eu gostava de destacar é a manteiga dos Açores, já é conhecido por todos que os lacticínios dos Açores são reconhecidos por uma qualidade muito superior e por isso mesmo, a manteiga do Açores foi uma escolha ideal para esta receita, acompanhar a sapateira.

Obrigada ao Pingo Doce por este almoço delicioso.

E antes de lerem a receita, digam lá que a tábua de madeira usada nesta receita, não é a coisa mais linda do mundo, é não é? Podem encomendar uma igual, aqui ou delirar com mais coisas fantásticas, feitas pelas mãos da talentosa e autora deste blog que eu adoro e já sigo há largos anos. 

Ingredientes: 2 pessoas

Para Soufflé:
1/3 colher de sopa de manteiga dos Açores
2,5 colheres de sopa de pão ralado
500g de sapateira cozida
1/2 cebola
1 dente de alho
1 colher de chá de mostarda
1,5 colher de sopa de farinha de trigo 55 sem fermento
100 ml de leite meio-gordo
1/3 colher de sopa de queijo mozzarella ralado
1 ovo L
cebolinho q.b.
1 colher de café de sal
noz-moscada q.b.
pimenta de moer q.b.

Para a salada:
2 rabanetes
75g de salada ibérica
1/4 de cebola roxa
1 colher de café de sal
2 colher de sopa de azeite
1/2 lima (sumo+raspas)
1/3 de mozzarella fresca
2 colheres de sopa de avelãs
mostarda de moer q.b.

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma com manteiga e forre-a com  pão ralado. Limpe a sapateira de peles e cascas, lasque-a e reserve. Derreta a manteiga num tacho e adicione-lhe a cebola, finamente picada, e o alho, cozinhando até a cebola ficar translúcida. Adicione a mostarda e a farinha dissolvida com água e envolva. Sem parar de mexer, junte o leite aquecido, aos poucos, até obter um creme homogéneo.


Cozinhe em lume brando, mexendo, três a quatro minutos. Junte o queijo e retire do lume. Deixe arrefecer um pouco, adicione a sapateira, a gema do ovo e o cebolinho e tempere com sal, a pimenta e a noz-moscada, envolvendo. Bata a clara em castelo e junte-a delicadamente ao recheio. Coloque na forma e leve ao forno 20 a 25 minutos.


Lave o rabanete, corte-o ao meio, lamine-o e junte-o à alface.

Numa frigideira leve ao lume as avelãs e dê apenas uns minutos de calor para ficarem com um toque tostado. Descasque e corte a cebola-roxa em pedaços pequenos e um pirex prepare o vinagrete com o azeite, o sumo e as raspas de lima e cubra a salada com este molho, a mozzarella fresca e as avelãs tostadinhas.




Ostras ao natural

Como já é habitual todos os anos tento trazer uma receita com ostras. No entanto, fazer ostras cá em casa sem ser ao natural é um pouco complicado. O ano passado tentei, mas o Marmito como bom Francês que é, só gosta delas ao natural com umas gotinhas de limão. Eu, ao contrario, acho que o limão em excesso não combina muito bem com o meu estômago e lá acabamos sempre por dividir uma caixinha de ostras, para cada um comer à sua maneira.


Hoje, trago uns molhos um pouco diferentes dos que fiz neste ano. Adicionei a fruta que dá um contraste fantástico com o sabor a mar da ostra, para quem ainda não provou ostras, ou já provou e não adorou à primeira tentativa, tentem novamente. Eu inicialmente também não gostava e agora acho que já não conseguia passar muitos meses sem as comer, apostem em temperos adocicados ou um simples fio de azeite e vinagre, como se uma salada se tratasse, acreditem que vão passar adorar.


A receita de hoje, é inspirada pela Rachel Khoo neste seu livro que eu já falei aqui anteriormente e que tanto adoro. Estes três temperos ficam muito bem juntos, o de maçã contrasta com o Armanhac que fica fantástico - caso não tenha Armanhac, use um whisky ou um licor forte a gosto. Por fim, o de morango fica óptimo e é o mais doce de todos, acho que já todos sabem o quanto é bom adicionar vinagre balsâmico aos morangos :) Por fim, o da chalota com o tomilho fica neutro é óptimo para balançar entre estes dois, aconselho a provarem no meio dos dois. 

1 kg de ostras bem frescas

Molho de maçã
1/4 de maçã gala
1 colher de café de sal
1 colher de café de açúcar
2 colheres de sopa de vinagre de cidra
1 colher de sopa de Armanhac

Molho chalota
1/3 chalota
1 colher de café de sal
1 colher de café de açúcar
2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
3 raminhos de tomilho limão

Molho de morango
2 morangos grandes
1 colher de café de sal
1 colher de café de açúcar
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
1 colher de sopa de água

Comece por preparar primeiro os molhos antes de abrir as ostras, para o sabor ficar mais apurado.



A confecção é a mesma para os 3. 
Primeiro é junte os líquidos, de seguida o açúcar e o sal, mexer até que ambos derretam. Pique os ingredientes sólidos em pedaços bem pequenos e junte aos líquidos, convém que os sólidos fiquem submersos no líquido, caso sinta que há pouco liquido, adicione uma colher de água.



Deixe os molhos repousarem à temperatura ambiente pelo menos 30 minutos antes de abrir as ostras.
Lave bem as ostras (cascas e tudo) com ajuda de uma escova. Abra com bastante cuidado, veja aqui como.



E sirva as ostras juntamente com os molhos em tacinhas pequenas e com umas colheres. Desfrutem de uma explosão de mar com três molhos complemente diferentes.


Depois digam qual o vosso preferido, nós por cá não chegámos a acordo, para variar :)

Couve roxa do Jamie Oliver

Eu sei que já começo a enjoar com tanta receita do Jamie Oliver, mas não consigo deixar de partilhar as receitas que mais gosto dele. Esta é uma delas, uma receita que costuma fazer para a sua ceia de Natal, mas que para mim é boa o ano todo.

Adoro o contraste que o bacon fumado dá ao adocicado da couve e depois a acidez do vinagre acho que ajuda com que o sabor fique fantástico. 

Esta receita veio directamente do livro Jamie's Great Britain, que para um chef de nacionalidade Inglesa foi editado já muito tarde na sua carreira, mas não deixa de ser um livro muito bom e com receitas óptimas.
Uma vez li algures, que o Jamie para ser Italiano só lhe faltava ter nascido em Itália. Achei piada, porque por vezes, já me têm dito o mesmo, mas em Espanha. Gosto muito do nosso país, da nossa cultura, do nosso povo mas se tivesse que optar por ter nascido em outro que não o nosso, seria sem dúvida em Espanha e era com toda a certeza, uma Andaluza toda feliz adorar os livros do Jamie Oliver e a fazer uma couve roxa para acompanhar umas tapas ao jantar :)

Ingredientes: (6 pessoas)
1/2 couve roxa (800g)
azeite q.b.
6 fatias de bacon fumado
2 raminhos de rosmaninho
sal e pimenta de moer q.b.
2 colheres de sopa de açúcar mascavado
vinagre de vinho tinto q.b.
1 colher de sobremesa de manteiga
mel q.b.

Para esta receita o ideal é que usar um robot de cozinha ou uma picadora, para que a couve fique cortada de uma forma mais homogénea, caso não tenha, pique com uma faca que não ficará menos mal de certeza.


Depois de picadinha reserve. Coloque uma frigideira larga (tipo wok) ao lume com azeite e o bacon cortado em pedaços pequenos. Adicione as folhas do rosmaninho, uma pitada de sal, pimenta e cozinhe entre 5 a 10 minutos, até o bacon ficar crocante e com uma tonalidade dourada. Retire o bacon do lume e reserve. Na gordura que o bacon largou adicione o açúcar (com o lume mais baixo) e deixe caramelizar um pouco, de seguida o vinagre, a couve e por fim o bacon e mexa tudo muito bem.

Adicione mais um pouco de vinagre de vinho tinto (se for fan de vinagre como eu sou), um pouco de água e tape com uma tampa e em lume baixo cozinhe cerca de 30 a 40 minutos, sem deixar de mexer de tempos a tempos até a couve ficar molinha e deliciosa. Caso sinta que está demasiado seco durante a cozedura, adicione mais um pouco de água. Antes de desligar coloque a manteiga e o mel, mexa bem e sirva com uma folhinha de rosmaninho em cima.


Fica uma salada com uma cor tão bonita que alegra o coração!